A nossa personalidade é um lápis…

A nossa personalidade é um lápis.

Com ele escrevemos a nossa vida: o nosso dia a dia, relações com os outros, como estamos connosco mesmos, a nossa vida… Há lápis mais moles, mais flexíveis, outros, duros de quebrar. Há quem nasça com personalidades mais fortes, outros, mais fracas. Podem vir de todas as formas e feitios: uns mais coloridos, uns mais neutros, outros afiados demais, até.

O mesmo lápis pode um dia ser mais mole, outro mais duro e, de vez em quando, precisa de ser moldado, caso contrário, não consegue voltar a escrever. Nascemos com um lápis inteiro. Há quem afie muito o lápis, ou afiam-no por eles e mais cedo ele chega ao fim. Outros, seja por sorte, por força própria ou por qualquer outra razão, chegam intactos até ao fim. Podemos nascer já com um lápis defeituoso, que quebra rapidamente ou, por qualquer evento traumático ou fraqueza do próprio, podemos parti-lo; nesse caso, os danos são irreparáveis, por muito que tentemos consertá-lo. Podemos moldar o lápis, pôr um remendo e assim ultrapassar as dificuldades, mas voltar ao que era, nunca.

Mas não significa que seja mau: de um lápis podemos fazer dois. Mas isso já depende de cada um, da forma como encaramos a situação: ora se desesperamos porque o lápis partiu e desistimos dele, ora se num lápis que se partiu vemos dois e tiramos proveito do sucedido. Cada lápis é diferente…

Com o lápis podemos fazer tudo: é um meio de expressão, quer seja por palavras, quer não; cada um lá sabe a forma que mais lhe agrada.

Todas as personalidades são diferentes, e todas elas vão mudando ao longo da vida, à medida que escrevemos a nossa vida, o nosso lápis deixa o seu traço – mais grosso, mais fino, mas está lá, desde que não o deixemos apagar – à medida que deixa o seu traço, temos que o ir moldando, temos que o ir adaptando, até que chega ao limite; como se diz: “burro velho…”

Há lápis de cor, lápis de cera, cada um com o seu traço, características próprias: mais mole, mais duro; mais claro, mais escuro; mais berrante, mais neutro…

O lápis pode, deve e VAI-SE moldando, mas, atenção, não deixa de ser o mesmo lápis.