A Escolha…

Não devias ter aberto mão de mim. Não podias. Aceitei e aceito que escolhas outra pessoa em vez de mim; mas não me conformo que me afastes assim de ti: da tua vida. Fazes-me falta. Quero-te. Preciso (tanto) de ti.

O que há depois de ti? Para além desse teu jeito de ser?

Procuro a resposta algures por aí no infinito; no teu olhar. Procuro na solidão da tua ausência, no vazio que deixaste, na tua presença; no aconchego dos teus braços, na humidade dos teus lábios, no conforto que sempre me proporcionaste.

No “Para sempre” que parecia ser o teu e nosso lema de vida (uma vida cheia, perfeita, desafogada, desassossegada); no “Amo-te” que ecoava em mim todos os dias, quando acordava e quando me deitava, quando olhava pela janela, para o mundo lá fora, e pensava em ti, no cheiro a café acabado de fazer.

Sinto falta de tudo isso; sinto falta de ti. Não me consigo imaginar sem ti; a haver outra pessoa na tua vida para quem tu repetes todas essas rotinas, todas essas palavras, todos esses gestos. Que eram meus, que serão sempre meus… e teus.

Não devias ter aberto mão de mim: de nós. Do nosso caminho. Há toda uma vida interrompida, há planos que vão ficar por concretizar, sonhos traídos; por ela?

Disseste-me: “Gosto muito de ti, mas não posso ficar”, pedi-te só uma razão e não me soubeste explicar, ainda hoje continuas sem me dizer o verdadeiro motivo de me teres posto de parte, de pura e simplesmente, já não servir para ti e isso magoou-me (muito).

Vejo-te na rua, lado a lado com ela, de mãos dadas: feliz, eterno apaixonado: abraçados e o meu fogo (lume em brasa incandescente) reacende-se, sabes porquê? Só queria voltar a estar no lugar dela, voltar a ser tua, voltar a fazer parte de ti e da tua vida, voltarmos a ser um só como dantes.

Será que um dia vai voltar a ser possível? – Pergunto a mim mesma como se estivesses à minha frente e adivinho a tua resposta: Quem sabe, talvez um dia.

Sonho. Sonhar é outra vida. Sonho com esse dia.


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