A despedida…

Não te lamentes agora que me vês caminhar na direção oposta, a sorrir por fora e a chorar por dentro, eu tento manter-me forte e o meu coração fraqueja, mas estou firme nesta decisão, porque o amor só é amor quando é recíproco e eu quero alguém que me valorize enquanto me tem nas mãos e não apenas quando me vê escapar.

Eu amei-te por tanto tempo, talvez tenha sido louca ao acreditar que o futuro para nós seria risonho quando o presente era um verdadeiro tormento. A verdade estava à frente dos meus olhos e eu fechei-os, e pior cego é aquele que não quer ver.

Eu amo-te ainda e se fizesses ideia da imensidão deste sentimento, talvez tudo fosse diferente e se pudesses sentir um pouco desta dor que me tortura o peito… mas, tu segues por aí, deixas cicatrizes e colecionas corações, estúpido!

Como pode um coração ser feito de tanto egoísmo e cobardia?

Os teus olhos não brilham mais para mim e os meus perderam todo o brilho e mesmo quando estou contigo, eu estou tão sozinha. O teu silêncio mata-me e a frieza das tuas poucas palavras magoa-me tanto.

Não haverá vida talvez, nem sorrisos, o céu escurecerá, não haverá chuva, nem brisa, nem o sol a brilhar por entre as nuvens, o mundo parará de girar para mim, sem ti.

Mas é o fim e mesmo que o meu coração queira ficar junto com o teu, eu sei que não posso. Eu vou viver meio viva talvez, mas eu sei que vou sobreviver sem o teu calor, o teu cheiro, o teu toque, o teu beijo, eu só precisarei encontrar-me, encontrar a parte de mim que escondeste.

Eu amo-te, amo-te tanto mas não poderei ficar.

Foram tão bons os momentos que vivemos e quem dera contudo que eu pudesse apagá-los, porque tu quebraste todas as tuas promessas e também o meu coração.

Eu não queria dizer adeus, eu não queria partir, até porque o amor que faz bater o meu coração ainda permanece intacto, mas o meu coração, está demasiado ferido para continuar.

É doloroso dizer, mas esta é a despedida…

PORLetícia Brito
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