A declaração


Dos teus olhos desvanecem criações maravilhosas, protegidas pelo meu amor. Arruinadas são as intenções que tentam deturpar a felicidade estendida ao longo de um encanto conquistador.

A única riqueza permanecida no fundo de minhas mãos é a sentença da tua decisão, escolheste ficar comigo, mas em tempos nunca me viste com olhos de amor, mas com olhos de amigo. Que saudade eu tenho de uma bela história de amor, mas num momento constrangedor, tive medo de te perder, tive medo de chorar devido à minha arrogância e orgulho. Arrependo-me de tudo o que disse, pois na minha inocência não passaram de palavras pronunciadas sem querer.

Neste momento, pairam aflições em redor do meu dorso, estás longe do meu coração e invisível ao meu olhar, mas este momento de esforço, talvez seja um pequeno sinal para eu te poder conquistar. No inverno, fico debruçado na areia da praia, enrola-se em mim a água do mar, como uma espécie de silhueta humana, ficando à tua espera, desesperado, nas encostas e recantos deste ar sobressaído em felicidade.

Fiquei quieto, pairado nas inquietações da tua imagem soberana, irrequieto num momento de saudade, num grito de liberdade. És a minha paixão, o amor de toda a minha vida.

Reencarnei no teu adorado pensamento, debruçado numa esperança persuadida. Adorado sou pela tua imaginária credibilidade, sou teu homem, o ser que te dá plena luz apaixonada nesta tela imaginária, escrita no esboço da tua irmandade.

Paixão sofrida, glória vivida, somos amantes em momentos impossíveis, somos místicos adorados num campo concentrado e suportado por descendências invisíveis.

Que hei-de eu mais dizer? Que hei-de eu mais fazer? Presumo que ainda estejas apaixonada por mim, num espaço inóspito onde caíste sem querer. Que hei-de mais falar? Que hei-de mais cantar, no teu enorme coliseu aberto a todos os meus sigilos esforçados em tua boca beijar. És sem dúvida o meu amor, a minha alma, o meu percurso amoroso, a minha sina preciosa, o meu ser todo poderoso. Amo-te.