A Cidade!

Esta noite pertencemos um ao outro, amanhã talvez já não, mas, esta noite é de quem ama. E de quem quer ser amado.

Estamos na cidade dos amores, na cidade que viu paixões ardentes nascerem, na cidade que viu morrerem por amor. Estes cantos da cidade têm todos uma paixoneta para te contar. Abre a tua alma à cidade e ela conta-te. No teu rio correm muitas lágrimas de quem te abandonou e amou.

Talvez seja aqui que encontre a minha Casa. A Casa que procurava. Num abraço que recebi, percebi que : Casa é onde estão as pessoas que amamos e, aqui, encontrei. Encontrei uma paixão a esta cidade e a cada canto dela. Porque tornei-me filha desta cidade sem dar por isso e porque foi aqui que te encontrei. A cidade.

Perdi-me no teu tempo e nas tuas ruas. Abracei as tuas dores e acalmei a tua alma quente, cidade. Abri a minha alma de estudante, com saudades, para as tuas casas. Curaste, em parte, a minha angústia com a tua mão sobre as minhas costas a transmitir -me calma, durante a noite. Todos juntos, cantámos as nossas saudades e amores de meninos nas tuas ruas, para que tu tivesses a certeza de quem somos. Somos moradores da tua alma e que sofrem de saudades ao abandonar-te.

Foste tu cidade, que nos acalmas-te quando aterrámos em ti com olhos de choro. Foste tu cidade, que nos embrulhaste numa manta, logo no início, quando os nossos pais foram embora.

Sejas qual fores, cidade, que albergas os teus estudantes, fazes com que eles entrem em ti meninos e meninas e saiam Homens e Mulheres.


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