A Carta Que Nunca Lerás

Isto tudo foi escrito num rascunho com seis folhas frente e verso, com tudo o que sentia. Mas prometo-te que o que aqui vai são aquelas emoções mais resumidas.

Quando isto tudo começou, eu pensei que fosse só aquela curte passageira, aquele sentimento de álcool, aquela fúria do momento e que depois disso, nada acontece-se!

Foi precisamente o contrário! Comecei a falar contigo do nada, comecei a querer mais, a contar-te coisas e partes do meu dia, começaste a confiar em mim, a ter conversas mais intimas, a fazer com que tudo voltasse!

Hoje, escrevo e reflexo no que te tornarias para mim, ao início eras nada, e agora és completamente tudo; infelizmente esse tudo também correu da forma inesperada, começaste a desconfiar, a conversa morria cedo demais, tudo mudou de novo, mas desta vez, para a parte negativa…

Só espero que entendas o quanto gosto de ti, o quanto te quero comigo e na minha vida, não digo que quero um daqueles namoros completamente perfeitos, se calhar, nem perfeito precisa de ser, só precisa de ser um “nós”, este que não existe e não o vejo no futuro. Só quero que aquilo que fizemos, não tenha sido um erro, que tudo isto não tenha sido apenas para me iludir!

Agora imagina, seis folhas frente e verso, e mesmo assim não consigo explicar-me bem em apenas três linhas! Escrevo porque tenho medo, medo da tua reacção, medo daquele “não” que de certeza irei ouvir, acho que estou a escrever para me esconder destes receios!

Só te quero dizer que irei lutar mais e mais, mesmo sabendo que sou eu que vai sair magoada, mas tu… tu não foste como os outros, foste aquele por quem não precisei de chorar, apenas me fizeste sorrir, o que nenhum deles faria, mesmo como amiga… e é por isso que nunca te entregarei esta carta, por ser apenas amiga, e estando publicada, o rascunho dizia muito mais, daí eu saber que esta é mesmo a carta que nunca lerás…